domingo, 30 de novembro de 2008

Resumo do mês: dezembro de 2008

1/Segunda: 1974 - Torneo de Ola Grande
2/Terça: 1968 - Duke Kahanamoku Classic
3/Quarta: 1975 - Festival de Surfe de Saquarema
4/Quinta: 2002 - 3ª etapa do SuperTrials
5/Sexta: 2008 - WQS 46: O'Neill World Cup
6/Sábado: 1999 - WCT 07: Billabong/MSF Pro
7/Domingo: 1981 - IPS 07: Waimea 5000/Offshore Brazilian Pro
8/Segunda: 1997 - Da Hui Back Door Shootout
9/Terça: 1997 - WQS 39: Kaiser Summer Surf
10/Quarta: 1999 - WCT 09: T&C Lacanau Pro
11/Quinta: 1974 - 1º Coke Surfabout
12/Sexta: 1993 - WQS 21: Drug Use is Life Abuse
13/Sábado: 2008 - WCT 11: Billabong Pipeline Master
14/Domingo: 1993 - WQS 22: Brave New World/O'Neill Pro
15/Segunda: 2008 - 5ª etapa do Circuito Catarinense
16/Terça: 1993 - WQS 23: Life's A Beach Open
17/Quarta: 1979 - IPS 04: J.S.O Niijima Super Surfing
18/Quinta: 1995 - WCT 08: Quiksilver Surfmasters
19/Sexta: 2004 - WQS 26: O'Neill Pro
20/Sábado: 2004 - WQS 18: The Del Taco Pro
21/Domingo: 1965 - Malibu Invitational
22/Segunda: 2000 - WQS 11: MCD Defcon 4
23/Terça: 1979 - Duke Kahanamoku Hawaiian Surf Classic
24/Quarta: 1997 - WQS 12: Coca-Cola/Rusty Masters
25/Quinta: 2002 - WQS 41: O'Neill Coldwater Classic
26/Sexta: 2003 - WQS 04: Jax Beach Pro
27/Sábado: 1993 - WQS 24: Smyrna Pro
28/Domingo: 1996 - WQS 16: Billabong Coca-Cola Raglan Pro
29/Segunda: 1995 - WQS 10: Coke Quiksilver Surfmasters
30/Terça: 2003 - WQS 11: Chiba Pro
31/Quarta: 2003 - WQS 27: O´Neill Belmar Pro


Rodrigo Dornelles, Sunset

2000 - WQS 05: Vans Kauai Classic

Vans Kauai Classic
5ª etapa do World Qualifying Series
1 estrela - Premiação: US$ 10 mil
Local: Westside, Kauai, Hawaii
Data: 6 a 13 de fevereiro de 2000

Resultado
1º. Brian Pacheco (HAW)
2º. Sunny Garcia (HAW)
3º. Pancho Sullivan (HAW)
4º. Jason Bogle (HAW)


Informações complementares:
Pacheco recebeu US$ 2.5 mil.
Cobertura Transworldsurf / MalibuSurf

Mais: Todas as etapas do WQS 2000
Todos os eventos cadastrados de 2000

sábado, 29 de novembro de 2008

1972 - Duke Kahanamoku Surf Classic

Duke Kahanamoku Surfing Classic
Local: Sunset Beach, Oahu, Hawaii
Data: 1972

Resultado
1º. James Jones (HAW)
2º. Jeff Hakman (HAW)
3º. Oscar Malpartida (PER)
4º. Peter Townend (AUS)


Informações complementares:
Cobertura SurfResearch

Mais: Todos os eventos cadastrados de 1972
Todas as edições do Duke Classic

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Agenda: dezembro de 2008

As duas divisões do circuito mundial serão encerradas no último mês do ano. Primeiro o WQS, que tem seu desfecho em Sunset Beach, com um 6 estrelas Prime que começou ainda em novembro.

46ª etapa: O'Neill World Cup
6 estrelas Prime - US$ 135 mil
Local: Sunset Beach, Oahu, Hawaii
Data: 25 de novembro a 6 de dezembro


A segunda e terceira semana de dezembro são reservadas à última etapa do WCT, o Pipemasters, um dos eventos mais tradicionais do surfe profissional, realizado desde 1971.

Billabong Pipeline Master
11ª etapa do World Championship Tour
Local: Banzai Pipeline, Oahu, Hawaii
Data: 8 a 20 de dezembro


Mesmo com o título mundial decidido desde outubro, há muito em disputa nesses eventos: vagas no WCT de 2009, a Tríplice Coroa Havaiana, o título do Qualifying.

No Hawaii, também pode acontecer o Quiksilver In Memory of Eddie Aikau, caso haja condições - ondas surfáveis de 20 pés - em Waimea Bay.

No Brasil, restam os circuitos estaduais, como o Catarinense, que tem sua última etapa no segundo fim-de-semana do mês:

5ª etapa do Circuito Catarinense - Imbituba
Data: 13 e 14 de dezembro - Premiação: R$ 20 mil

Matemática de fim-de-ano

Para quem gosta de números, o SurfersVillage publicou um xcell com as contas de Al Hunt para o desfecho do WQS, em Sunset. A atual "zona de corte" é 12.450 pontos. Nove brasileiros podem superar esta marca na última etapa - inclusive Leonardo Neves, que se mantém na elite se repetir o resultado do ano passado.

Precisam chegar às quartas-de-final: Hizunomê Bettero e Simão Romão (pelo menos 13º lugar).
Precisam chegar às semifinais: Jadson André e Wiggolly Dantas (pelo menos 7º lugar).
Precisam chegar à final: Raoni Monteiro, Heitor Alves (ambos em pelo menos 4º lugar), Pedro Henrique, Pablo Paulino e Leonardo Neves (no mínimo o vice-campeonato).

Pelas contas de Hunt, Rodrigo Dornelles não tem como alcançar os top 15 do WQS e precisa vencer o Pipemasters para se manter pelo WCT. Heitor Alves e Tiago Pires são os únicos que podem alcançar dupla qualificação (e abrir mais vagas pelo ranking WQS).

Segundo Bugs, a decisão deve acontecer com ondas grandes - é até possível que o Eddie aconteça na próxima semana.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

1975 - Duke Kahanamoku Surfing Classic

Duke Kahanamoku Surfing Classic
Local: Sunset Beach, Oahu, Hawaii
Data: 1975

Resultado
1º. Ian Cairns (AUS)


Informações complementares:
Houve seis australianos convidados: Ian Cairns, Terry Fitzgerald, Michael Peterson, Peter Townend, Wayne Batholomew e Mark Richards.
No ano anterior, Ian Cairns havia sido vice-campeão do Duke (vencido por Larry Bertleman).
Segundo relato de Cairns: "Nós nos reunimos no estacionamento de Waimea e o chão tremia quando séries de 25 pés fechavam a baía. O diretor de prova disse que se alguém quisesse surfar, eles fariam o campeonato. Eu levantei a mão e todos me olharam com descrédito. Durante a final, eu estava dominando e me sentia invencível quando entrou uma série gigante, eu virei e fui. Não consegui completar o drop. Quando voltei a superfície, vi as pessoas acenando para mim ao longe e levei outra onda na cabeça. Naquele wipeout, aprendi que a maior recompensa nas ondas grandes é sobreviver. Eu venci o campeonato, então minha lição de vida foi: se uma coisa vale a pena, você precisa estar preparado para assumir grandes riscos para alcançá-la. Nada é mais arriscado do que perder a vida, portanto tudo que fiz desde então foi fácil em comparação com aquilo."
Cobertura SurfResearch / Texto Ian Cairns

Mais: Todos os eventos cadastrados de 1975
Todas as edições do Duke Classic

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

1969 - Duke Kahanamoku Invitational

Duke Kahanamoku Invitational
Local: Sunset Beach, Oahu, Hawaii
Data: 1969

Resultado
1º. Joey Cabell (EUA)
2º. Paul Strauch (EUA)
3º. Eddie Aikau (HAW)


Informações complementares:
Cabell e Strauch integravam o Duke Team, criado em 1965.
Eddie Aikau foi o único havaiano finalista e, segundo sua biografia, era o único havaiano na época que tentava seguir a nascente carreira de surfista profissional.
Os australianos Nat Young e Midget Farrelly também participaram do evento.
Duke havia morrido em janeiro de 1968; no mesmo ano, o campeonato passou a oferecer premiação em dinheiro e a ter os direitos de transmissão disputados por emissoras de televisão.

Mais: Todas as edições do Duke Classic

1972 - Smirnoff Pro

4º Smirnoff Pro
Local: Haleiwa
Data: 1972

Resultado
1º. Paul Neilsen (AUS)
2º. Mark Warren (AUS)
3º. Eddie Aikau (HAW)
4º. Grant Oliver (AUS)


Informações complementares:
A competição teve ondas de 12 a 15 pés.
Nielsen derrotou "a nata do surfe havaiano (...) Jeff Hakman, os Aikaus, James Jones, Barry Kanaiaupuni, Sam Hawk, Gerry Lopez". Paul Neilsen era local de Burleigh Heads e Grant Oliver de Narrabeen; o resultado "foi uma demonstração de força dos australianos".
Rico de Souza relata em seu blog que 1972 foi sua primeira temporada no Hawaii e que viu durante o evento "Eddie Aikau, Paul Nielsen e Paul Strauch surfarem ondas que eu nunca tinha visto na vida". Então com 20 anos, Rico entrou na água no intervalo entre as semifinais e a final e tomou uma série gigante na cabeça, perdendo a prancha e "passando um sufoco".
Comentário Rico de Souza

Mais: Todos os eventos cadastrados de 1972
Todas as edições do Smirnoff Pro

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Campeonatos em Sunset Beach

De todas as praias que não fazem parte atualmente do WCT, a ausência mais lamentável sem dúvida é Sunset Beach. Provavelmente a primeira praia no north shore a ser desbravada, por volta de 1937, sua importância para o surfe competição é tamanha que é difícil ilustrar.

Sunset foi a primeira praia do north shore de Oahu (Makaha fica na costa oeste) a sediar um campeonato, o Duke Classic, em 1965. A partir dos anos 70, passou a receber também edições do Smirnoff Pro. A lista dos que se consagraram em suas direitas reúne grande parte da nata do esporte. Só na primeira década e meia de competições, Jeff Hakman, Ricky Grigg, Paul Strauch, Jock Sutherland, Joey Cabell, James Jones, Ian Cairns, Reno Abellira, Larry Bertleman, Clyde e Eddie Aikau, Mark Warren, Mark Richards, Michael Ho, Barry Kaniaupuni, Rory Russell, Buzzy Kerbox, Shaun Tomson.

Uma história com acontecimentos surpreendentes e memoráveis.

Logo no primeiro Duke, em 1965, um campeão com apenas 17 anos de idade: Jeff Hakman.

Em 1971, no primeiro Smirnoff em Sunset, outro resultado inesperado: Gavin Rudolph conquistou a primeira vitória de um sul-africano fora de seu país de origem em ondas de 8 a 12 pés. Em 1974, outro sul-africano, Shaun Tomson - mais reconhecido depois pelo que fez em Pipeline - também venceu em Sunset seu primeiro campeonato como estrangeiro.

No Duke de 1977, Eddie Aikau conquistou sua única vitória no circuito mundial.

Algumas edições tiveram de ser transferidas para outras praias, como o Duke de 1973, primeira competição em Waimea Bay, vencida por Clyde Aikau. Pelo menos quatro campeonatos se alternaram entre Sunset e Waimea na época.

O Duke Classic e o Smirnoff foram alguns dos primeiros com premiação em dinheiro, sementes do surfe profissional. Eventualmente foram substituídos pelo Billabong Pro e pelo World Cup, a partir do final dos anos 70. Na época, Sunset era parada obrigatória para quem buscava se afirmar no circuito mundial. Como Mark Richards, que entre 1975 e 1986 venceu quatro campeonatos em Sunset (três deles com fases também em Waimea) e foi vice em pelo menos outros três.

Nos anos 80, novos nomes: Dane Kealoha, Tom Carroll, Gary Elkerton, Hans Hedemann. A primeira vitória de Carroll no Hawaii foi em Sunset, em 1982. No ano seguinte, devido às disputas entre IPS e ASP, a vitória de Kealoha no Duke Classic custou-lhe um provável título mundial - o que o levou inclusive a abandonar o circuito. Elkerton venceu dois eventos seguidos em 1987, feito inédito.

Um veterano Cheyne Horan conquistou em Sunset seu último título importante, no Billabong Pro de 1989 - resultado que o manteve como top 16 por mais uma temporada (Top 16, conceito que perdeu sentido nos anos 90, com a criação do WCT e do WQS).

As duas vitórias brasileiras no Hawaii - de Fábio Gouveia, em 1991, e Raoni Monteiro, em 2010 - aconteceram em Sunset, com ondas pequenas para os padrões locais.

Sunset Beach integrou o WCT por apenas três anos (2001 a 2003) e foi decisivo em todos. CJ Hobgood comemorou o título mundial de 2001 (mesmo sem vencer nenhuma etapa) em Sunset, assim como Andy Irons no ano seguinte. Em 2003, Irons diminiu a vantagem de Slater no ranking com o vice na penúltima etapa (e depois conquistou o bi em Pipeline; "acabou a era Slater", disseram, mas isso é outra história).

Pelo Qualifying, Sunset sedia em média dois ou três etapas por ano. Em 1992, ano de estréia do novo circuito, Martin Potter conquistou nela sua única vitória no Hawaii. Sunny Garcia, Pancho Sullivan e Fred Patacchia são alguns dos havaianos que construíram reputação em suas potentes direitas. Os irmãos Irons e Paterson também escreveram seus nomes nessa galeria.

Kelly Slater e Tom Curren, no entanto, nunca tiveram o gostinho de vencer em Sunset.

De 2004 a 2009, a praia sediou o encerramento do WQS com um dos campeonatos mais ricos e importantes do circuito. Nesse evento, em 2007, Leonardo Neves chegou perto de igualar o feito de Gouveia como nenhum outro brasileiro antes. Três anos depois, Raoni Monteiro enfim conseguiu - e conquistou seu retorno a elite com a vitória.

A partir de 2011 Sunset tornou-se a única praia havaiana no calendário Prime da ASP.

Todos os eventos listados abaixo foram realizados em Sunset; os assim especificados também tiveram alguma fase em outra praia (a lista obviamente não está completa):
(M) - Evento móvel, parcialmente realizado em Makaha
(W) - Evento móvel, parcialmente realizado em Waimea
(P) - Evento móvel, parcialmente realizado em Pipeline

2011
SponsorMe - STAR1 - Hank Gaskell (HAW)/Joel Centeio (HAW)

2010
World Cup - Prime - Raoni Monteiro (RJ)/Julian Wilson (AUS)
Sunset Open - WQS1 - Myles Padaca (HAW)/Alex Smith (HAW)
HIC Pro - WQS2 - Billy Kemper (HAW)/Jack Perry (AUS)

2009
Xcel Pro - WQS2 - Hank Gaskell (HAW)/Pancho Sullivan (HAW)
World Cup - WQS6P - Joel Parkinson (AUS)/Sunny Garcia (HAW)

2008
Xcel Pro - WQS4 - Pancho Sullivan (HAW)/Kamalei Alexander (HAW)
World Cup - WQS6P - CJ Hobgood (EUA)/Tom Whitaker (AUS)

2007
Xcel Pro - WQS4 - Joel Centeio (HAW)/Mason Ho (HAW)
World Cup - WQS6P - Makua Rothman (HAW)/Leonardo Neves (RJ)

2006
Xcel Pro - WQS4 - Evan Valiere (HAW)/Gavin Beschen (EUA)
World Cup - WQS6 - Joel Parkinson (AUS)/Jordy Smith (AFS)

2005
Xcel Pro - WQS3 - Ian Walsh (EUA)/Hank Gaskell (HAW)
World Cup - WQS6 - Jake Paterson (AUS)/Andy Irons (HAW)

2004
Faith Riding - WQS1 - Pancho Sullivan (HAW)/Kelly Slater (EUA)
Xcel Pro - WQS3 - Fred Patacchia (HAW)/Brian Pacheco (HAW)
World Cup - WQS6 - Andy Irons (HAW)/Mark Occhilupo (AUS)

2003
Rip Curl Cup - WCT - Jake Paterson (AUS)/Andy Irons (HAW)
Sunset Pro - WQS1 - Shane Beschen (EUA)/Love Hodel (HAW)
Xcel Pro - WQS2 - Pancho Sullivan (HAW)/Fred Patacchia (HAW)

2002
Rip Curl Cup - WCT - Joel Parkinson (AUS)/Lee Winkler (AUS)
Faith Riding - WQS1 - Dan Malloy (EUA)/Liam McNamara (HAW)
Xcel Pro - WQS2 - Fred Patacchia (HAW)/Kalani Robb (HAW)

2001
Rip Curl Cup - WCT - Myles Padaca (HAW)/Michael Lowe (AUS)
Sunset Pro - WQS1 - Kahea Hart (HAW)/Pancho Sullivan (HAW)
Xcel Pro - WQS2 - Gavin Beschen (EUA)/Paul Paterson (AUS)

2000
Vans Pro - WQS1 - Myles Padaca (HAW)/Derek Ho (HAW)
Xcel Pro - WQS2 - Pancho Sullivan (HAW)/Brian Pacheco (HAW)
World Cup - WQS6 - Sunny Garcia (HAW)/Tiago Pires (POR)

1999
Xcel Pro - WQS2 - Bruce Irons (HAW)/Nicky Wood (AUS)
Rip Curl Cup - WQS6 - Zane Harrison (AUS)/Paul Paterson (AUS)

1998
Xcel Pro - WQS2 - Pancho Sullivan (HAW)/Dan Malloy (EUA)
World Cup - WQS5 - Shane Dorian (HAW)/Michael Barry (AUS)

1997
Xcel Pro - WQS2 - Andy Irons (HAW)/Shane Beschen (EUA)
World Cup - WQS4 - Michael Rommelse (AUS)/Pancho Sullivan (HAW)

1996
Xcel Pro - WQS1 - Michael Ho (HAW)/Mark Occhilupo (AUS)
World Cup - WQS3 - Paul Paterson (AUS)/Shane Beschen (EUA)

1995
XCel Pro - WQS1 - Kaipo Jaquias (HAW)/Kalani Robb (HAW)
World Cup - WQS2 - Shane Powell (AUS)/Derek Ho (HAW)

1994
US Open - WQS2 - Derek Ho (HAW)/Kelly Slater (EUA)
World Cup - WQS3 - Sunny Garcia (HAW)/John Shimooka (HAW)

1993
Xcel Pro - WQS2 - Kaipo Jaquias (HAW)/Noah Budroe (HAW)
World Cup - WQS3 - Johnny Gomes (HAW)/Sunny Garcia (HAW)

1992
Xcel Pro - WQS1 - Sunny Garcia (HAW)/Michael Ho (HAW)
World Cup - WQS5 - Martin Potter (GBR)/Vetea David (TAH)

1991
Xcel Pro - Michael Ho (HAW)
World Cup - ASP - Fábio Gouveia (PB)/Richie Collins (EUA)

1990
Xcel Pro - Michael Ho (HAW)
Billabong Pro - ASP - Nicky Wood (AUS)/Tony Ray (AUS)

1989
Xcel Pro - Richard Schmidt (HAW)
World Cup - ASP - Hans Hedemann (HAW)/Gary Elkerton (AUS)
Billabong Pro - ASP - Cheyne Horan (AUS)/Ross Clark Jones (AUS)

1988
Xcel Pro - Michael Ho (HAW)
World Cup - ASP - Tom Carroll (AUS)/Gary Elkerton (AUS)
Billabong Pro (P) - ASP - Barton Lynch (AUS)/Luke Egan (AUS)

1987
Xcel Pro - Ronnie Burns (HAW)
World Cup - ASP - Gary Elkerton (AUS)/Tony Moniz (HAW)
Billabong Pro - ASP - Gary Elkerton (AUS)/Glen Winton (AUS)

1986
Xcel Pro - Hans Hedemann (HAW)
Billabong Pro (W) - ASP - Mark Richards (AUS)

1985
Xcel Pro - Denton Miyamura (HAW)
Billabong Pro (W) - ASP - Mark Richards (AUS)

1984
Xcel Pro - Kerry Terukina (HAW)
Duke Classic - Derek Ho (HAW)
Sunkist - Michael Ho (HAW)/Wes Laine (AUS)

1983
Duke Classic - Dane Kealoha (HAW)

1982
World Cup - IPS - Tom Carroll (AUS)/Mark Richards (AUS)
Duke Classic - Ken Bradshaw (EUA)

1981
Duke Classic - Michael Ho (HAW)

1979
Duke Classic - Mark Richards (AUS)

1978
Jose Cuervo - IPS - Shaun Tomson (AFS)/Reno Abellira (HAW)
World Cup - IPS - Buzzy Kerbox (HAW)/Ian Cairns (AUS)
Duke Classic - Michael Ho (HAW)

1977
Smirnoff Pro (W) - IPS - Reno Abelira (HAW)/Mark Richards (AUS)
Duke Classic - IPS - Eddie Aikau (HAW)/Bobby Owens (EUA)

1976
Lightning Bolt (M) - IPS - Rory Russell (HAW)/Michael Tomson (AFS)
Pro Class - IPS - Barry Kaniaupuni (HAW)/Bruce Raymond (AUS)
Smirnoff Pro - IPS - Mark Warren (AUS)/Mark Richards (AUS)
Duke Classic - IPS - James Jones (HAW)/Michael Ho (HAW)

1975
Duke Classic - Ian Cairns (AUS)
Smirnoff Pro (W) - Mark Richards (AUS)/Ian Cairns (AUS)

1974
Duke Classic - Larry Bertleman (HAW)
Smirnoff Pro (W) - Reno Abellira (HAW)/Jeff Hackman (EUA)
Hang Ten - Shaun Tomson (AFS)/Jeff Hakman (EUA)

1973
Duke Classic (W)- Clyde Aikau (HAW)/Reno Abellira (HAW)

1972
Duke Classic - James Jones (HAW)/Jeff Hakman (EUA)

1971
Duke Classic - Jeff Hakman (EUA)
Smirnoff Pro - Gavin Rudolf (AFS)/Bill Hamilton (HAW)

1970
Duke Classic - Jeff Hakman (EUA)/Peter Drouyn (AUS)

1969
Duke Classic - Joey Cabell (EUA)/Paul Strauch (EUA)

1968
Duke Classic - Mike Doyle (EUA), Ricky Grigg (EUA)

1967
Duke Classic - Jock Sutherland (HAW)/Paul Strauch (EUA)

1966
Duke Classic - Ricky Grigg (EUA)

1965
Duke Classic - Jeff Hakman (EUA)/Paul Strauch (EUA)

1967 - Duke Kahanamoku Surfing Classic

3º Duke Kahanamoku Surfing Classic
Local: Sunset Beach, Oahu, Hawaii
Data: dezembro de 1967

Resultado
1º. Jock Sutherland (HAW)
2º. Paul Strauch (EUA)
3º. George Downing (HAW)


Informações complementares:
Fred van Dyke foi o responsável por selecionar os 24 convidados para o evento. Houve controvérsia sobre alguns escolhidos, como o californiano Dick Keating, que nunca havia ido ao Hawaii, mas venceu um campeonato em Steamer Lane em 1964 com ondas de 8 a 12 pés.
Após eliminar Mickey Dora e Corky Carroll, Keating perdeu para Mike Doyle e Jeff Hakman na semifinal - terminou empatado em terceiro lugar na bateria com Eddie Aikau. Rusty Miller foi finalista pelo segundo ano seguido.
Nat Young cedeu seu convite para Bob McTavish. Ele esperava ganhar vaga como alternate, mas todos os convidados competiram.
Foi a última edição do evento em que o próprio Duke Kahanamoku entregou os troféus de premiação - ele morreu dias após o evento, em 22 de janeiro de 1968.
Cobertura Surfresearch / Surfingoods

Mais: Todas as edições do Duke Classic

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Surpresas no Hawaii?


Jihad, reestréia garantida

"Pode haver surpresas", teclou um enigmático Júlio Adler, dias atrás. Falávamos do encerramento da temporada 2008, no Hawaii, e da redução sem precedentes do número de representantes que o Brasil terá no WCT para o ano que vem.

Há poucos dias, somente Adriano de Souza tinha vaga garantida. Jihad Kohdr assegurou a sua com o vice-campeonato em Haleiwa, no sábado passado. Mais um ou dois podem engrossar esse caldo após Sunset (WQS) e Pipeline (WCT); chegar a cinco brasileiros entre os top 45, no entanto, parece tão provável no momento quanto o Vasco escapar da série B. Ou seja: é possível, mas...

Sejam 3, 4 ou 5, será o menor número desde 1994. [Brasileiros no WCT]

Para alguns, o vice de Jihad pode ser a surpresa prevista - sua estréia infeliz no Dream Tour deixou a impressão de que tem muito a melhorar em ondas de qualidade. Mas vale lembrar que ele venceu o rookie of the year da Tríplice Coroa Havaiana em 2007.

Como Leonardo Neves em Sunset Beach, no ano passado, Jihad quase igualou o feito de Fábio Gouveia em 1991 - até hoje a única vitória de um brasileiro no Hawaii.

O paranaense mostrou nas direitas tubulares de 6 pés em Haleiwa o surfe que ficou devendo no WCT, mas o dia era de Michel Bourez. Foi pelo menos a segunda vez que um brasileiro foi vice em Haleiwa. Em 2003, Armando Daltro só perdeu para Troy Brooks - mas as ondas não passaram de 3 pés na decisão.

Pelo WQS, resta apenas o 6 estrelas Prime de Sunset Beach, cujo prazo começa hoje. A lista final para 2009 será conhecida em dezembro, após o Pipemasters.

Dos atuais integrantes, Heitor Alves, Rodrigo Dornelles e Leonardo Neves tem chances de se manter (sem falar no Neco Padaratz, que deve pedir uma das vagas da ASP por contusão); batalhando para entrar estão Simão Romão, Hizunomê Bettero, Jadson André, Wiggolly Dantas, Raoni Monteiro, Pedro Henrique. Torçamos por mais "surpresas".

domingo, 23 de novembro de 2008

2008 - WQS 45: Reef Hawaiian Pro

Reef Hawaiian Pro
45ª etapa do World Qualifying Series
6 estrelas Prime - US$ 135 mil
Local: Alii Beach, Haleiwa, Oahu, Hawaii
Data: 12 a 24 de novembro de 2008

Resultado
1º. Michel Bourez (TAH)
2º. Jihad Khodr (PR)
3º. Kekoa Bacalso (HAW)
4º. Dusty Payne (HAW)
5º. Joel Parkinson (AUS)
5º. Nic Muscroft (AUS)
7º. Brett Simpson (EUA)
7º. Bede Durbidge (AUS)

Semifinal:
1. Michel Bourez, Kekoa Bacalso, Nic Muscroft, Brett Simpson
2. Jihad Khodr, Dusty Payne, Joel Parkinson, Bede Durbidge.

Quartas-de-final:
1. Kekoa Bacalso, Michel Bourez, Evan Valiere, Greg Emslie
2. Nic Muscroft, Brett Simpson, Sunny Garcia, Kieren Perrow
3. Bede Durbidge, Dusty Payne, Chris Ward, Dayyan Neve
4. Jihad Khodr, Joel Parkinson, Dustin Barca, Tim Reyes.

Oitavas-de-final:
1: Greg Emslie, Brett Simpson, Jay Thompson, Kekoa Cazimero
2: Kekoa Bacalso, Nic Muscroft, Tonino Benson, Pancho Sullivan
3: Kieren Perrow, Michel Bourez, Joel Centeio, Taj Burrow
4: Sunny Garcia, Evan Valiere, Gabe Kling, Kai Otton
5: Dusty Payne, Jihad Khodr, Roy Powers, Taylor Knox
6: Bede Durbidge, Tim Reyes, Dustin Cuizon, Makua Rothman
7: D. Barca, Dayyan Neve, Wiggolly Dantas, Rodrigo Dornelles
8: Joel Parkinson, Chris Ward, Jordy Smith, Adam Melling

Ranking após 45ª etapa
1º. Nathaniel Curran (EUA) - 13.200 pts
2º. Michel Bourez (TAH) – 12.775
3º. Chris Davidson (AUS) – 12.525
4º. Gabe Kling (EUA) – 12.476
5º. Jihad Khodr (PR) – 12.150


Informações complementares:
Houve cinco dias de competição, com ondas entre 3 e 6 pés. O dia decisivo teve ondas de 6 pés, com séries demoradas; pela versão oficial, "um dos melhores mares em Haleiwa nos últimos dez anos". A primeira semifinal teve pontuação recorde do evento, com notas acima de 9, e na segunda ninguém surfou mais do que duas ondas (a maior nota foi inferior a 5).
Na bateria decisiva, Bourez garantiu a vitória com a terceira maior nota do evento (9.77 por um longo tubo); Jihad quase virou na última onda (precisava de 8.28 e recebeu 8). Placar da final: 1. Michel Bourez 16.77, Jihad Khodr 16.5, Kekoa Bacalso 15.83, Dusty Payne 4.67. Bourez recebeu US$ 15 mil.
Foi a segunda vitória de Bourez no WQS (a anterior foi em 2005, nas Canárias).
Dois surfistas fizeram notas 9.93 (a maior do evento): Brett Simpson no round de 96 e Michel Bourez na semifinal (quando fez a maior somatória: 18.96).
Espelho de bateria
Cobertura ASP / SurfersVillage / Waves / SurferMag
Vídeo ASP Youtube Dia 1 2 3 4

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Todos os eventos cadastrados de 2008

sábado, 22 de novembro de 2008

1973 - Smirnoff Pro

5º Smirnoff Pro
Local: Laniakea
Data: novembro de 1973

Resultado
1º. Ian Cairns (AUS)
2º. Jeff Hakman (HAW)


Informações complementares:
A competição tinha a maior premiação da época: US$ 10 mil no total.
Após dias de flat no north shore, Fred Hemmings Jr. optou por realizar o evento em Laniakea, com ondas de 8 pés. As ondas baixaram até 4 pés durante o dia, mas subiram novamente na hora da final, com séries ocasionais de até 10 pés.
Houve competidores da Austrália, Peru, Japão, Califórnia, Flórida e Hawai. Cairns não fazia parte da lista de 30 convidados e compareceu à praia na esperança de alguma ausência - o peruano Ivo Hanza não competiu.
As baterias eram de seis competidores cada. Na primeira, Cairns surfou com James Jones, Bunker Spreckels, Jimmy Blears, Mike Purpus; "ninguém reparou em sua prancha até ele se classificar em terceiro". Na semifinal, Cairns enfrentou Purpus, Jeff Hakman, James Jones, Larry Bertleman, Dave Balcerzak (o primeiro surfista da Flórida a disputar uma final no Smirnoff).
Na bateria decisiva, Hakman e Cairns disputavam ponto a ponto; Hakman pegou então uma onda de 9 pés e Cairns outra um pouco maior. Os juízes deram vitória a Cairns por 3 a 2. Ele recebeu US$ 5 mil.
Ao parabenizar Cairns pela vitória, James Blears disse que "nunca havia visto uma prancha de surfe tão rápida".
Ian Cairns, então com 21 anos, "era um desconhecido fora de Perth (...) ninguém nunca havia ouvido falar dele e da West Coast surfboards". A única prancha que ele levou para competição tinha um design inovador na época: uma bonzer (uma triquilha com duplo concave).
Na época, a "revolução no design de pranchas" então alardeada pelas revistas estava acontecendo na Califórnia, não na Austrália.
Cobertura Sports Illustrated (texto de Richard W. Johnston)

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Todos os eventos cadastrados de 1973

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

1971 - Smirnoff Pro

Smirnoff Pro
Local: Sunset Beach, Oahu, Hawaii
Data: 1971

Resultado
1º. Gavin Rudolf (AFS)
2º. Bill Hamilton (HAW)
3º. Eddie Aikau (HAW)
4º. Jeff Hakman (HAW)


Informações complementares:
A competição teve ondas de 8 a 12 pés.
Foi apenas a segunda vez que Rudolph surfou em Sunset Beach. Ele tornou-se o primeiro sul-africano a vencer um campeonato fora do país de origem.
No ano anterior, Peter Burness havia convidado estrangeiros para o segundo Gunston 500, em Durban, na África do Sul; como resultado, cinco sul-africanos foram convidados para o Smirnoff de 1971: Gavin Rudolph (18 anos), Anthony Brodowicz (14), Shaun Tomson (15), Michael Tomson (16) e Errol Hickman (17).
Todos os finalistas do Smirnoff ganharam convite e passagem para competir no Gunston 500 seguinte.
Rudolph foi indicado desportista do ano na África do Sul por causa da vitória.
Cobertura Surfresearch / Wavescape

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Campeões: Surfabout, Sydney

Houve 23 edições do Coke Surfabout (ou Coke/2SM Surfabout), em Sydney, Austrália, entre 1974 e 1999, geralmente no final do outono (abril/maio), após o Bells Beach Classic. Com patrocínio da Coca Cola e da emissora de rádio 2SM, foi o campeonato mais rico do mundo entre 1976 e 1982. Ao longo de sua história, a competição tanto abriu quanto fechou o circuito mundial em diferentes anos.

O campeonato era voltado para a transmissão pela tv, tinha período de espera e era móvel - podia ser realizado em qualquer praia de Sydney (geralmente North Narrabeen ou Manly). Entre 1974 e 76, utilizou o sistema objetivo de julgamento, de pontos por manobra.

Na edição de 1979, com a falta prolongada de ondas, o diretor de prova Paul Holmes (editor da Tracks magazine) fretou dois aviões para finalizar o evento em Bells, a 1.200 km de distância.

1974 - Michael Peterson (AUS)/Peter Townend (AUS)
1975 - Wayne Lynch (AUS)
1976 - IPS - Mark Richards (AUS)/Wayne Bartholomew (AUS)
1977 - IPS - Simon Anderson (AUS)/Reno Abellira (HAW)
1979 - IPS - Cheyne Horan (AUS)/Larry Blair (AUS)
1980 - IPS - Buzzy Kerbox (HAW)/Chris Byrne (AUS)
1981 - IPS - Simon Anderson (AUS)/Shaun Tomson (AFS)
1982 - IPS - Wayne Bartholomew (AUS)/Dane Kealoha (HAW)
1983 - GSLAM - Tom Carroll (AUS)/Richard Cram (AUS)
1986 - ASP - Mark Occhilupo (AUS)/Tom Curren (EUA)
1987 - ASP - Tom Carroll (AUS)/Martin Potter (GBR)
1988 - ASP - Damien Hardman (AUS)/Rob Bain (AUS)
1989 - ASP - Martin Potter (GBR)/Derek Ho (HAW)
1990 - ASP - Rob Bain (AUS)/Damien Hardman (AUS)
1991 - ASP - Brad Gerlach (EUA)/Todd Holland (EUA)
1992 - WCT - Shane Herring (AUS)/Kelly Slater (EUA)
1993 - WCT - Todd Holland (EUA)/Vetea David (TAH)
1994 - WCT - Shane Powell (AUS)/Barton Lynch (AUS)
1995 - WQS - Vetea David (TAH)/Adam Replonge (EUA)
1996 - WCT - Kelly Slater (EUA)/Kalani Robb (HAW)
1997 - WCT - Kelly Slater (EUA)/Sunny Garcia (HAW)
1998 - WCT - Shane Beschen (EUA)/Sunny Garcia (HAW)
1999 - WCT - Taj Burrow (AUS)/Kalani Robb (HAW)

Fonte: Enciclopédia do Surf, de Matt Warshaw.

1973 - Duke Kahanamoku Surfing Classic

9º Duke Kahanamoku Surfing Classic
Local: Sunset Beach e Waimea Bay, Oahu, Hawaii
Data: novembro de 1973

Resultado
1º. Clyde Aikau (HAW)
2º. Reno Abellira (HAW)
6º. Eddie Aikau (HAW)


Informações complementares:
Foi o primeiro campeonato realizado em Waimea Bay.
A competição começou em Sunset, mas o vento apertou e as ondas baixaram, forçando o adiamento das fases finais. Uma semana depois, entrou outro swell, enorme; a única praia com condições no north shore era Waimea Bay, que nunca havia sediado uma competição porque suas ondas eram consideradas muito pesadas e perigosas.
O dia decisivo teve ondas de 20 a 30 pés, inconsistentes.
As finais foram divididas em duas sessões de surfe; os juízes avaliaram as cinco melhores ondas de cada surfista, em cada sessão.
A maioria dos competidores optou por surfar mais no inside. Eddie Aikau sofreu um wipeout na primeira bateria e sua prancha perdeu-se contra as pedras; ele "perdeu um tempo precioso nadando para buscar outra". Clyde Aikau optou por uma prancha 7'6 (para "fazer um surf mais hotdog"); era pequena para as condições, mas ele classificou-se para a final surfando as ocasionais séries maiores.
Após as semifinais, James Jones e Jeff Hakman eram os favoritos - ambos já haviam vencido o evento em anos anteriores.
A final foi realizada à tarde. Houve reclamações de que as ondas estavam inconsistentes, não conectavam com o inside; apenas algumas séries maiores "ocasionalmente explodíam no lineup". Mas a comissão técnica optou por concluir a competição após reunir-se com a equipe da emissora de televisão que o filmava, a ABC.
Clyde Aikau e Reno Abellira pegaram as maiores ondas na final, mas "Clyde conseguiu aproveitá-las melhor até o inside (...) James Jones não conseguiu manter a vantagem que havia conseguido na fase anterior".
Como de hábito na época, o resultado foi anunciado na praia, após o final da bateria, e foi tão equilibrado entre Clyde e Reno que os juízes tiveram que fazer uma recontagem com as onze melhores ondas de cada um.
Quando Clyde foi anunciado vencedor, "foi abraçado pela mãe, Pops, Eddie, Sol, Myra (...) a família Aikau parecia a mais feliz do mundo". Ele recebeu um troféu e US$ 2 mil. A entrega de prêmios foi no restaurante de Duke, em Waikiki, e todos os competidores ganharam troféus.
Clyde surfou na final com uma 9'6. Ele era um alternate - não constava na lista original de convidados, mas ganhou vaga devido a uma ausência.
Fred van Dyke havia desistido de ser o diretor de prova do evento desde o ano anterior porque a pressão de surfistas e patrocinadores pelas 24 vagas era muito grande.
Cobertura SurfResearch

Fonte: Eddie would go - The story of Eddie Aikau, hawaiian hero and pioneer of bigwave surfing (Stuart Holmes Coleman)

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1966 - Duke Kahanamoku Surfing Classic

2º Duke Kahanamoku Surfing Classic
Local: Sunset Beach, Oahu, Hawaii
Data: dezembro de 1966 a 1º de fevereiro de 1967

Resultado
1º. Ricky Grigg (EUA)


Informações complementares:
Segundo Greg Noll, "dezembro de 1966 foi um mês de tempo e ondas ruins no north shore (...) o Duke foi concluído somente em fevereiro de 1967".
A competição teve ondas de 18 a 20 pés, "um dos melhores mares da história na praia".
No livro de Noll, Grigg relata que usou "uma das semiguns de Greg Noll (...) que, devo admitir, me deu uma enorme vantagem. Ela tinha a flutuação perfeita para o meu peso e o comprimento necessário para pegar os picos de oeste. Foi assim que venci o campeonato - pegando as ondas de oeste mais no outside que os outros e cortando para esquerda para que ninguém mais pudesse dropar nelas, fazendo então um bottom-turn roundhouse e alinhando para a seção do inside. Eu não estaria exagerando se dissesse que aquela prancha ganhou o campeonato para mim; eu apenas dei sorte de a usar".
Ricky Grigg estava estudando oceanografia na Califórnia e não surfava no North Shore há dois anos; sua vitória foi uma surpresa para alguns, "apesar de ninguém ter tanta experiência quanto ele em ondas daquele tamanho", segundo Mike Doyle.
Outro finalista foi Rusty Miller, que "sofreu um wipeout terrível em uma onda enorme (...) bateu contra o chão e quebrou a perna. Muitas pessoas disseram ter sido o pior wipeout que já haviam visto”.
O peruano Miguel Plaza era alternate, mas pediu a Fred Van Dyke que o empregasse como segurança junto com o Kealoha Kaio "porque estava tão grande e perfeito (...) quis ficar o dia inteiro dentro d'água e ainda ganhar US$ 150". Seungo Miguel, "foi o melhor Sunset da minha vida (...) fiz um acordo com Kealoha para dividirmos as ondas que sobrassem".
Na entrega dos troféus, Duke disse campeão: "Grigg, você realmente entende o oceano".
Cobertura Legendary Surfers / Greg Noll - The Art of Surfboard / PeruAzul
Youtube

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terça-feira, 18 de novembro de 2008

1965 - Duke Kahanamoku Surfing Classic

Duke Kahanamoku Invitational
Local: Sunset Beach, Oahu, Hawaii
Data: 15 de dezembro de 1965

Resultado
1º. Jeff Hakman (HAW)
2º. Paul Strauch (EUA)
3º. Felipe Pomar (PER)
4º· Jackie Eberle (HAW)
5º· Mike Doyle (EUA)
5º· Bobby Cloutier (HAW)
6º· Corky Carroll (EUA)
7º· Kimo Hollinger (HAW)

Convidados: Robert August, Joey Cabell, Corky Carroll, Rich Chew, Bobby Cloutier, Peter Cole, Mickey Dora, George Downing, Mike Doyle, Jackie Eberle, Skip Frye, Jeff Hakman, Fred Hemmings, Kimo Hollinger, Mike Hynson, Kealoha Kaio, Rusty Miller, Mickey Munoz, Greg Noll, John Peck, Felipe Pomar, Paul Strauch, Butch Van Artsdalen e Dewey Weber


Informações complementares:
Foi a primeira edição do evento e coincidiu com a formação do Duke Team. Foi também o primeiro campeonato realizado no north shore de Oahu.
O evento foi "um sucesso instantâneo (...) filmado pela CBS e transmitido no Sports Spectacular em abril de 1966, com apresentação de Larry Lindberg (...) foi indicado ao Emmy Award". Foi organizado por Kimo McVay em homenagem a Duke Kahanamoku. A festa do evento foi na boate de Duke em Waikiki, com apresentação do cantor havaiano (ainda pouco conhecido) Don Ho.
Fred Hemmings, integrante do Duke Team, trabalhou também como assistente administrativo, ajudando Kimo a definir o formato da competição; Fred Van Dyke foi o diretor de prova.
A idéia foi organizar um campeonato pequeno mas prestigiado, voltado para a cobertura televisiva. O Makaha Invitational era a principal competição da época, com cobertura do Wide World of Sports, da ABC. Sunset Beach (em havaiano, Paumalu) foi escolhida, apesar do desafio logístico, para distanciar os dois eventos. Segundo Hemmings, as primeiras edições foram organizadas "da varanda da casa de Val Valentine".
Foram convidados 24 surfistas, seguindo o conceito de que o Duke Classic deveria ter "os melhores dos melhores"; receber um convite era uma honra. Todos receberam um troféu semelhante a um Oscar, feito pela californiana Dodge Trophy Company.
O período de espera foi de 13 a 17 de dezembro. Segundo Hemmings, os favoritos eram Paul Strauch, Mike Doyle, Joey Cabell e Rusty Miller.
A competição aconteceu no dia 15, com ondas de 8 pés. Duke assistiu da praia. Jeff Hakman, então com 17 anos, ainda competia na categoria júnior em Makaha e sua vitória surpreendeu. O Honolulu Star Bulletin observou que as notas dos juízes Wally Froiseth e Buzzy Trent foram decisivas para o resultado.
A recepção foi no Moana Surfrider Hotel e a premiação no Waikiki Shell.
Cobertura Legendary Surfers / SurfResearch

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

2002 - 6ª etapa do Super Trials/Título Paulista

Wagon/Hot Water
Etapa decisiva do Título Paulista
6ª etapa do SuperTrials
Local: Itamambuca, Ubatuba (SP)
Data: 13 a 15 de dezembro de 2002

Resultado
1º. Renato Galvão (SP)
2º. Joca Júnior (PB)
3º. Yuri Sodré (RJ)
4º. John Júnior (SC)

Ranking SuperTrials após 6ª etapa
1º. Tânio Barreto (AL) - 3.410 pts
2º. Cristiano Guimarães (SP) - 3.305
3º. Costinha (SP) - 3.230
4º. Flávio Costa (BA) - 3.175
5º. Claudemir Lima (CE) - 3.160

Ranking Paulista 2002
1º. Renato Galvão (SP)
2º. Maicon Rosa (PR)
3º. Beto Fernandes (SP)
4º. Alexandre Moliterno (SP)
5º. Jojó De Olivença (BA)


Informações complementares:
Houve 144 inscritos de 13 estados; a premiação total foi de R$ 15 mil.
Galvão, então com 20 anos, recebeu R$ 4 mil, mais uma moto zero km pelo título estadual. Ele conquistou o título paulista na semifinal, com as derrotas de Maicon Rosa, Beto Fernandes e Alexandre Moliterno.
Na bateria decisiva, Renato assumiu a liderança com um 7,17 e garantiu o resultado com um 6,63. Joca e Yuri tiveram oportunidade de virar nos segundos finais, mas não conseguiram. Foi a primeira vitória de Renato Galvão como profissional.
Jano Belo fez a melhor nota do evento (9,5).
Tânio Barreto assumiu a liderança do SuperTrials ao chegar às quartas-de-final.
Cobertura Waves/Waves

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A busca pelo The Search 2009

I have to admit, attempting to figure out where Claw Warbrick, Neil Ridgway and the rest of the boys over at Rip Curl will take their roving event license is a writer's dream. Scott Bass, na Surfer

É preciso reconhecer a grande jogada que é o The Search. A temporada atual nem terminou e quem não está curioso para saber onde será o evento curinga da próxima?

O citado acima menciona Marrocos, Portugal, Espanha/Canárias, Irlanda, Escócia e Noruega.

Me parece mesmo a melhor opção para penúltima etapa. A possibilidade de alguém faltar - como fez Slater e mais uma penca com o Brasil este ano - será menor se o evento tiver algo de singular.

Campeões: Smirnoff Pro


Reno Abellira, Waimea, 1974

Houve nove edições do Smirnoff Pro entre 1969 e 1977; somente a primeira não foi no Hawaii. Organizado por Fred Hemmings, o campeonato era um dos mais prestigiados do mundo em sua época - principalmente após a histórica edição de 1974, concluída com ondas de 25 pés em Waimea Bay.

1977 - Sunset/Waimea - Reno Abelira (HAW)/Mark Richards (AUS)
1976 - Waimea/Sunset - Mark Warren (AUS)/Mark Richards (AUS)
1975 - Sunset/Waimea - Mark Richards (AUS)/Ian Cairns (AUS)
1974 - Sunset/Waimea - Reno Abellira (HAW)/Jeff Hackman (EUA)
1973 - Laniakea - Ian Cairns (AUS)/Jeff Hakman (EUA)
1972 - Haleiwa - Paul Neilsen (AUS)/Mark Warren (AUS)
1971 - Sunset - Gavin Rudolf (AFS)/Bill Hamilton (HAW)
1970 - Makaha - Nat Young (AUS)/Peter Drouyn (AUS)
1969 - Santa Cruz - Corky Carrol (EUA)

Fonte: Surfresearch / Wikipedia

domingo, 16 de novembro de 2008

2008 - WQS 44: PXM International Van's Pro

PXM International Van's Pro
44ª etapa do World Qualifying Series
3 estrelas - US$ 50 mil
Local: Porto Escondido, México
Data: 12 a 16 de novembro de 2008

Resultado
1º. Angelo Lozano (MEX)
2º. Gabriel Villaran (PER)
3º. Ryan Turner (EUA)
4º. David Rutherford (MEX)
5º. Cory Arrambide (EUA)
5º. Gabe Garcia (EUA)
7º. Matt Mohagen (EUA)
7º. Manuel Selman (CHL)

Semifinais: 1. Angelo Lozano, Gabriel Villaran, Cory Arrambide, Matt Mohagen; 2. Ryan Turner, David Rutherford, Gabe Garcia, Manuel Selman. Quartas-de-final: 1. Cory Arrambide, Matt Mohagen, Dean Brady, Rusty Long; 2. Angelo Lozano, Gabriel Villaran, Eric Ramirez, Chad Compton; 3. David Rutherford, Ryan Turner, Andre DeMarco, Andrew Doheny; 4. Manuel Selman, Gabe Garcia, Brandon Ragenovich, Blake Howard.


Informações complementares:
A competição começou com ondas de 3 a 5 pés e foi encerrada com ondas de 6 a 8 pés.
Lozano recebeu US$ 7 mil.
Turner fez um 10 perfeito e a maior somatória do evento no sábado.
Foi a segunda final do peruano Villaran no WQS - a anterior foi no Monster Energy, em Pipeline, em 2006.
Espelho de bateria
Cobertura ASP / SurfersVillage

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A consagração do surfe profissional

Desde o surgimento das competições, o calendário do surfe mundial foi naturalmente definido pelas ondas: começa na Austrália, nos meses próximos à Páscoa, e termina no inverno havaiano, ao final do ano.

Essa lógica só foi alterada durante cinco anos, na década de 1980. Quando a ASP substituiu a IPS - e Ian Cairns a Fred Hemmings - no comando do circuito mundial (1982/83), a temporada começava na metade de um ano e terminava na Páscoa do seguinte, na Austrália. Os campeonatos no Hawaii não eram sancionados e quem os disputasse perdia os pontos no ranking mundial - o que custou um título mundial a Dane Kealoha.

O primeiro campeão definido desta forma consagrou pela primeira vez um goofy-footer, o australiano Tom Carrol. Carrol teve lesões sérias durante a carreira. A disciplina e a determinação foram seus diferenciais. Sobravam exemplos no tour de que talento não bastava; Carrol conquistou dois títulos seguidos (1983 e 84) sobre veteranos como Bartholomew e Shaun Tomson, consagrando a noção de que treinamento para surfista era mais do que surfar - exigia academia.

A carreira de Carrol simbolizou os novos tempos. Em 1984, logo após o bicampeonato, ele originou um boicote contra o Apartheid - um gesto de politização do esporte que atraiu adesões, homenagens e também críticas. Em 1988, empresariado pelo polêmico Peter Mansted, assinou com a Quiksilver o primeiro contrato de um milhão de dólares do surfe profissional. No fim do ano, uma interferência tola no Pipemasters lhe custou o tricampeonato.

Nos anos 80, o surfe afastou-se da associação com o movimento hippie da década anterior, do estigma de vagabundos, de abuso de drogas. O tour era disputado em ondas das mais diversas, muitas vezes pequenas. A Europa estreou no circuito mundial, primeiro com Inglaterra e França (1983), depois Espanha (1988) e Portugal (1989).

O Hawaii só foi reintegrado ao tour em 1988; mas, com suas competições tradicionais, mesmo não ranqueadas, manteve-se como arena definitiva do esporte. E Carrol, como Gary Elkerton, manteve a reputação australiana de ampliar os limites do possível em ondas grandes.

O domínio australiano afinal foi quebrado por outro fenômeno dos anos 80 que também tinha a determinação no treinamento como diferencial: o mestre do estilo Tom Curren. Curren simbolizou a perfeição em seu tempo. Foi campeão incontestável por duas temporadas seguidas (1985 e 86); retornou como trialista em 1990 para conquistar o tricampeonato. É apontado como o surfista mais influente de sua geração, que no entanto foi rica em ídolos.

Em 1981, um jovem de 15 anos de idade - Martin Potter - estreou no tour com duas finais seguidas na África do Sul. Oito anos mais tarde, ao ser campeão mundial com ampla vantagem sobre os demais, Pottz consagrou uma técnica então inovadora no surfe: o floater.

Em 1984, outro jovem - Mark Occhilupo - tomou o tour de assalto também na África, em Jeffrey's Bay. Durante quatro anos, Occy travou duelos históricos principalmente com Curren. Não conseguiu triunfar em um circuito, para alguns, viciado. O título mundial só viria 15 anos depois, após um retorno também histórico às competições.

Imagens de Carrol, Curren, Occy, Pottz e cia correram o mundo em filmes como Blazing Boards; o advento do videocassete teve forte impacto no surfe, gradualmente encerrando uma era em que a apresentação dos filmes eram grandes eventos públicos.

No final dos anos 80, uma nova potência veio dividir espaço com Austrália, EUA e Hawaii: o Brasil. Como muitos outros países, o Brasil conheceu o surfe no pós-guerra; talvez pelo natural empreendedorismo de sua gente, integrou o circuito mundial desde a primeira edição. Em 1987, organizou enfim seu primeiro circuito nacional. No ano seguinte, Fábio Gouveia surpreendeu o mundo ao conquistar o título mundial amador em Porto Rico. Em 1989, ele e Flávio Padaratz começaram a disputar o circuito integralmente. Na década seguinte, os brasileiros provariam que haviam chegado para ficar.

Nos anos 80, o mundo, se já não era simples, atingiu novos níveis de complexidade com o fim da guerra fria e o "triunfo" do liberalismo e da globalização.

Em sociedades cada vez mais consumistas, não apenas o surfe, mas derivados como o skate e o windsurf caíram nas graças da mídia e das massas. Vôo livre, ski na neve - o conceito de esporte de aventura em contato com a natureza ganhou mercado. Surfe, aliás, passou a designar também variações como o agora popular bodyboard, desenvolvido na década anterior por Tom Morey.

O crescimento foi tamanho que era preciso fragmentar. Além do bodyboard, o revival dos longboards levou a criação de circuitos específicos - Nat Young venceu o primeiro tour mundial da categoria, em 1986. Conceitos que se firmariam na década seguinte - o free-surfer, o big rider profissional - surgiram nesse período de intensa transformação.

Em 1987, Waimea Bay sediou o primeiro Quiksilver In Memory of Eddie Aikau com ondas acima de vinte pés, vencido pelo irmão de Eddie, Clyde. A idéia de campeonatos em ondas grandes, exclusivos para convidados, gradualmente ganhou força.

O surfe profissional estava definitivamente instituído, inclusive o feminino, integrado ao tour mundial da ASP desde os anos 70. Mas, como duas décadas antes, quando acabaram-se os mundiais, clamava-se por mudanças. Criticava-se o excesso de etapas por temporada; a baixa premiação; os critérios de julgamento; e até o mérito de campeões como Damien Hardman e Barton Lynch. Era preciso definir novos rumos; na busca de soluções, o surfe tornou-se cada vez mais especializado na década seguinte.

Os anos 90 viram a divisão do circuito em dois e o surgimento de um ídolo inquestionável para direcionar os novos tempos. Ironicamente natural de um breachbreak de ondas medíocres, ele dominou - continua dominando - o surfe como ninguém antes: Kelly Slater.

Outros períodos da história do surfe

sábado, 15 de novembro de 2008

2002 - 5ª etapa do SuperTrials

Free Surf/30 Pés
5ª etapa do SuperTrials
Local: praia Brava de Guaratuba (PR)
Data: 30 de novembro a 1º de dezembro de 2002

Resultado
1º. Bruno Moreira (SP)
2º. Adilton Mariano (CE)
3º. Daison Pereira (RS)
4º. Pedro Henrique (RJ)

Ranking após 5ª etapa
1º. Cristiano Guimarães (SP) - 3.065 pts
2º. Tadeu Pereira (SP) - 3.025
3º. Tânio Barreto (AL) - 2.910
4º. Costinha (SP) - 2.870
5º. Claudemir Lima (CE) - 2.840


Informações complementares:
Houve 132 inscritos de 12 Estados.
O surfista mais velho na final foi Daison Pereira, então com 23 anos.
A competição teve boas ondas de 3 pés.
Cristiano Guimarães reassumiu a liderança do ranking ao chegar nas oitavas-de-final (Tadeu Pereira perdeu na estréia).
Pedro Henrique e Gustavo Fernandes se garantiram no SuperSurf de 2003.
Cobertura Waves

Mais: Todas as etapas do SuperTrials 2002
Todos os eventos cadastrados de 2002

O nascimento do surfe profissional

Há quem afirme que o primeiro surfista profissional da história foi George Freeth, contratado em 1907 por Henry Huntington para fazer demonstrações de suas habilidades na Califórnia.

O atleta profissional como o conhecemos hoje, contudo, só surgiu com o advento de competições constantes, com premiação em dinheiro. E quando surgiram os campeonatos de surfe?

Antes da chegada dos ocidentais, os havaianos realizavam anualmente um festival chamado Makahiki, que durava quatro meses e incluía celebrações e atividades esportivas. Na era do surfe moderno - a partir de 1900 - houve competições anteriores a década de 50, como as anuais promovidas por Tom Blake, em Corona del Mar, dos anos 20 aos 40. Na Califórnia e na Austrália, elas se tornaram frequentes com o surgimento dos beach clubs e dos serviços de salva-vidas. As competições (assim como o surfe) desse período eram bem diferentes das atuais, e geralmente incluíam disputas de remada e tandem.

O Makaha International, a partir de 1954, consta como o primeiro campeonato da história com status de mundial - apesar de não ter premiação em dinheiro. Restrito a havaianos e californianos nas primeiras edições, tornou-se de fato internacional depois que Bud Brown mostrou filmagens de Makaha na Austrália. Midget Farrely eventualmente venceu-o em 1962.

Os campeonatos em Makaha serviram de referência para competições que surgiram dos anos 60 em diante em diversos países - Austrália, Califórnia, África do Sul e até Peru. Alguns tornaram-se históricos - como o Duke Kahanamoku Invitational (inaugurado em 1965) e o Smirnoff Pro (em 1969), no Hawaii. Outros perduram até hoje, como o Gunston 500 (atual Mr Price), criado em Durban, na África do Sul, em 1969; o Pipeline Masters, em 1971; e o Bells Beach Classic, em 1973, na Austrália.

A partir do final dos anos 60, as competições passaram a oferecer premiação em dinheiro - um dos primeiros foi o Duke Classic de 1968. A novidade deixou as disputas menos amigáveis e mais agressivas, dividindo opiniões. Enquanto alguns gradualmente abandonaram as competições, outros viram uma oportunidade de carreira - estavam lançadas as sementes do surfe profissional como é conhecido atualmente.

Os primeiros mundiais de fato - houve seis entre 1964 e 72 - ajudaram a refinar formatos de disputa e critérios de julgamento, não padronizados até então.

O fato do primeiro mundial ter sido em Manly Beach, na Austrália, comprova a potência que o país havia se tornado na modalidade. A vitória de um local - novamente Farrely - sobre os favoritos americanos Joey Cabel e Mike Doyle inaugurou uma rivalidade histórica entre os países em competições de surfe.

Peru, Califórnia (duas vezes), Porto Rico e novamente Austrália receberam os mundiais seguintes. A idéia dos campeonatos mundiais, no entanto, perdeu força; para que fosse significativo, o título teria de ser definido de forma mais elaborada. Como através de um circuito com etapas ao redor do mundo - o que enfim aconteceu em 1976.

Destes primeiros mundiais, a edição de 1966, em San Diego, Califórnia, teve grande importância histórica. Pela primeira vez, o campeão - o australiano Nat Young - foi um surfista estrangeiro ao país-sede, um marco em termos de julgamento.

Young usou uma prancha de dimensões bem menores que seus adversários - a Magic Sam, desenvolvida em parceria com Bob MacTavish e George Greenough - que lhe possibilitava surfar no crítico da onda, sem perder velocidade. Logo as pranchas diminuíram drasticamente de tamanho em todo o mundo e o nose riding deu lugar à busca pelo tubo e às manobras. Foi o início da era das pranchinhas (shortboards).

Quando os mundiais acabaram, no início dos anos 70, o surfe era praticado em todos os continentes, com campeonatos em cada vez mais países. Foram necessários quatro anos entre o último mundial, em San Diego (1972), e o primeiro circuito, com etapas no Hawaii, Austrália, África do Sul, Nova Zelândia, Flórida e Brasil.

Promotor de diversos eventos no Hawaii - incluindo Smirnoff, Pipemasters e o World Cup -, Fred Hemmings esteve a frente da criação da primeira entidade mundial de surfe profissional, a IPS, em 1976. Naquele ano, a definição do primeiro título mundial foi retroativa. Somados os resultados ao final do ano, um bronzed aussie - Peter Townend - foi o primeiro campeão, mesmo sem vencer nenhuma etapa.

O surgimento da IPS coincidiu com outra revolução no esporte, imposta por jovens talentos de diferentes nacionalidades, dispostos a se afirmar na temporada havaiana - mais importante na época do que atualmente. Ian Cairns, Wayne Bartholomew, Shaun Tomson, Mark Richards e cia ficaram conhecidos como a geração Free Ride por causa do filme homônimo, com imagens do inverno de 1975 no Hawaii.

A nova geração tinha uma atitude mais agressiva nas ondas, o que sacudiu o status quo - os citados acima dominaram os pódios durante alguns anos. Em 1976, Bartholomew declarou essa nova supremacia em um artigo na revista Surfer; Bustin Down the Door desencadou uma onda de violência e localismo no inverno seguinte, contida com a intervenção de Eddie Aikau.

A IPS comandou o tour durante sete temporadas, até ser substituída pela atual ASP, em 1983, e a geração Free Ride dominou: Tomson foi campeão em 1977, Bartholomew em 78, Mark Richards nos quatro anos seguintes. Nesse período, apenas duas novas regiões ingressaram no tour: o Japão estreou com força em 1979, com quatro eventos, e Bali com uma etapa por ano a partir de 1981.

No início dos anos 70, Pat O'Neill e seu pai Jack (o mesmo dos wetsuits) inventaram a cordinha, ou leash; uma invenção simples, que no entanto custou um olho a Jack e transformou o esporte mais uma vez. Ser um exímio nadador deixou de ser pré-requisito para surfistas; e cair da prancha não significava mais perder um longo tempo recuperando-a.

Algumas inovações foram à prova no segundo circuito mundial, em 1977. A etapa inaugural - o primeiro Stubbies Classic, em Burleigh Heads - estreou um formato inovador anunciado por Peter Drouyn no final do ano anterior: o sistema homem-a-homem. Até então, as baterias tinham seis surfistas. Na segunda etapa, também na Austrália, os organizadores proibiram o uso de cordinhas nas fases finais. Foi a gota d'água para que elas se tornassem padrão entre competidores a partir do evento seguinte.

No mesmo período em que surgiu o surfe profissional, nasceram as gigantes da indústria que ajudaram a financiá-lo: Rip Curl, Quiksilver, Billabong, Gotcha. Com elas, cresceram em quantidade e qualidade as primeiras publicações especializadas no esporte, como as norte-americanas Surfer (1960) e Surfing (1964), e as australianas Australia’s Surfing World (1961) e Tracks (1970), todas ainda em circulação.

Entre o final dos anos 70 e início dos 80 também aconteceu a última grande inovação em design de pranchas: a multiplicação das quilhas. Até meados de setenta, as monoquilhas eram equipamento padrão no tour. Mark Richards popularizou as biquilhas e com elas dominou o circuito por quatro anos. Em 1981, outro australiano - Simon Anderson - consagrou as triquilhas com três vitórias no tour, entre elas Bells e Pipeline.

Em 1983, a IPS virou ASP; o tour não teve etapas no Hawaii e passou a ser encerrado na Austrália. Após uma disputa acirrada com o então veterano Barthomolew, Tom Carrol conquistou seu primeiro título mundial. Recuperado pela disciplina de uma lesão que poderia tê-lo afastado do esporte, a caminho de assinar o primeiro contrato de um milhão de dólares do surfe profissional, poucos representaram como ele o período que estava por começar.

No qual absolutamente todos os profissionais passaram a usar triquilhas.

Outros períodos da história do surfe

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

2002 - 3ª etapa do Circuito Carioca

Arnette Cidade Maravilhosa Pro
3ª do Circuito Carioca
4ª etapa do SuperTrials
Local: Arpoador (RJ)
Data: 3 a 5 de outubro de 2002

Resultado
1º. Marcelo Trekinho (RJ)
2º. Tadeu Pereira (SP)
3º. Gustavo Fernandes (RJ)
4º. Alex Godoy (SP)

Ranking após 4ª etapa
1º. Tadeu Pereira (SP) - 2.785 pts
2º. Cristiano Guimarães (SP) - 2.705
3º. Costinha (SP) - 2.630
4º. Tânio Barreto (AL) - 2.590
5º. Anselmo Correia (RJ) - 2.470


Informações complementares:
Houve 148 inscritos, número recorde em etapas cariocas do Super Trials. A premiação total foi de R$ 25 mil.
A competição começou com ondas de 2 pés e foi encerrada com ondas de 3 pés, "com excelente formação".
Foi a primeira final como profissional de Gustavo Fernandes, então com 19 anos.
Na bateria decisiva, Gustavo Fernandes cometeu interferência sobre Tadeu Pereira. Tadeu liderava até 30 segundos do término, quando Trekinho virou "com uma onda excelente"; ele precisava de uma nota 6.85.
Tadeu Pereira não disputava uma final havia dois anos.
Cobertura Terra / Waves

Mais: Todas as etapas do SuperTrials 2002
Todos os eventos cadastrados de 2002

2002 - 2ª etapa do Circuito Carioca

Free Surf Pro Trials
2ª etapa do Circuito Carioca
2ª etapa do SuperTrials
Local: Grussaí, São João da Barra (RJ)
Data: março de 2002

Resultado
1º. Adriano de Souza (SP)
2º. Odirlei Coutinho (SP)
3º. Claudemir Lima (CE)
4º. Adilton Mariano (CE)
5º. Cristiano Guimarães (SP)
7º. Tadeu Pereira (SP)

Semifinal
1. C.Lima, Adriano Souza, Cristiano Guimarães, Tadeu Pereira


Informações complementares:
Houve 108 inscritos. A competição teve ondas de 2 pés.
Adriano de Souza venceu cinco das sete baterias que disputou até a final; na bateria decisiva, fez uma nota 10. Ele recebeu R$ 4 mil e uma moto, que vendeu por não ter idade para dirigir. Com 14 anos de idade, Adriano era amador e tornou-se o surfista mais jovem a vencer uma etapa do Circuito Brasileiro Profissional. Foi a terceira prova profissional que ele participou no ano.
Cobertura Uol

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

A trágica morte de Dickie Cross em Waimea

Em 22 de dezembro de 1943, insatisfeitos com as ondas em Waikiki, Woodie Brown e Dickie Cross foram ao north shore de Oahu. Um lugar quase deserto na época - Woodie havia surfado apenas três ou quatro vezes lá.

Ondas de 20 pés quebravam em Sunset Beach, dos dois lados de um estreito canal. A dupla observou o mar da areia e achou seguro fazê-lo dentro d'água, no canal. Pareceu-lhes viável sair remando contra a correnteza, se necessário; resolveram então pegar algumas ondas no outside.

A quase um quilômetro da areia, as ondas quebravam dos lados de um área com águas profundas. Mas as ondas continuaram aumentando. Duas décadas antes do surgimento da previsão de tempo, eles não tinham como saber que aquele swell de noroeste seria o maior em décadas.

Subitamente os dois viram uma onda gigantesca quebrar quase um quilômetro em direção ao horizonte. A espuma - com vinte pés de altura - se desfez ao alcançar as águas profundas do canal em que estavam. Uma série de cinco ou seis ondas passou. Eles perceberam que era melhor sair.

Após muita remada, concluíram que não haviam mudado de lugar.

Os dois decidiram então esperar a passagem de uma daquelas séries monstruosas, ir para além da zona de arrebentação delas e depois remar até Waimea Bay, a três quilômetros de distância. Quando os dois passaram por Waimea, mais cedo, as ondas tinham vinte pés, mas havia um canal. Por onde eles pretendiam sair.

No trajeto, Woodie achou que estavam a perigo e foi mais algumas dezenas de metros para o fundo. Dickie achou desnecessário. Uma série enorme quase o surpreendeu. Woodie perguntou se ele achava que teria sobrevivido se tivesse sido pego. Dickie respondeu que não.

Ao chegar em Waimea, ondas de vinte pés quebravam sem parar. Séries ainda maiores entravam a cada dez minutos. Em terra, o mar atravessava a rodovia.

Woodie sugeriu que se aproximassem do canal para observar as séries, mas Dickie remou para dentro, sem atender aos seus apelos. Do fundo, Woodie viu-o passar sobre algumas ondas; percebeu que perdera a prancha; e remava para resgatá-lo, quando entrou outra série.

Woodie optou por remar primeiro para o fundo. Dois sem prancha era pior que um. Mas não conseguiu passar a primeira onda. Mergulhou o mais fundo que pôde, cerca de trinta pés. Foi atingido pela espuma mesmo assim.

Ele furou cinco ondas a nado. Quando a série passou, não viu mais seu amigo. Certo de que ia morrer, decidiu tentar sua idéia original. Nadou até o canal no meio da baía, esperou passar uma série e rumou em direção a praia. Mergulhava pouco antes de ser atingido pela espuma, menos fundo a cada onda.

Quase morreu afogado, mas conseguiu sobreviver. Foi varrido praia adentro pelo mar. Sem conseguir ficar em pé, engatinhou até receber ajuda.

Perguntou sobre "o outro cara", disseram-lhe que haviam visto quando ele foi engolido por uma onda. O que o fez presumir que tentou pegar uma onda no peito (de jacaré). Dickie tinha 17 anos.

George Downing depois diria que as ondas naquele dia alcançaram 40 pés. Dentro d'água, Woodie e Dickie haviam avaliado o tamanho em 60.

Por mais de uma década após, o north shore foi evitado por surfistas. Makaha - na costa oeste, mais protegida - firmou-se como o centro do surfe de ondas grandes até o final dos anos 50, quando uma nova leva de desbravadores voltaria a explorar Sunset, Waimea e adjascências com frequência.

Woodie faleceu em 16 de abril de 2008, aos 96 anos de idade - ele surfou até os 93.

Fonte: Relato de Woodie Brown em entrevista a Malcolm Gault-Williams no Legendary Surfers

Campeões: Makaha International


1969

Makaha, na costa oeste de Oahu, Hawaii, foi "descoberta" em 1937 por Wally Froiseth e John Kelly, que procuravam ondas mais desafiadoras que as de Waikiki.

Por mais de uma década, foi palco de acontecimentos históricos. Nela foi criada a rabeta pintail, em 1937; uma foto sua deflagrou a migração de surfistas californianos rumo ao Hawaii, em 1953; e em dezembro de 1969, Greg Noll surfou em Makaha uma das maiores ondas da história, avaliada em 30 pés.

A partir de 1954, sediou o Makaha International Championships, considerado na época o campeonato de surfe mais importante no mundo - o primeiro com status de internacional, apesar de não ter premiação em dinheiro. Também eram realizadas disputas de remada e tandem.

O blog apurou (até agora) dez edições do evento entre 1954 e 1963.

1954 - George Downing (HAW)
1955 - Rabbit Kekai (HAW)
1956 - Conrad Canha (HAW)
1957 - Jamma Kekai (HAW)
1958 - Peter Cole (EUA)
1959 - Wally Froiseth (EUA)
1960 - Richard Keaulana (HAW)
1962 - George Downing (HAW)
1962 - Midget Farrelly (AUS)
1963 - Joey Cabell (EUA)

Fontes: Surfline / HonoluluAdvertiser / SurfResearch / Legendadry Surfers/Hemmings / SpiritofAloha

1986 - ASP 15: Billabong Pro

Billabong Pro
15ª etapa do Circuito Mundial - nível 1A
Local: Sunset Beach e Waimea Bay, Oahu, Hawaii
Data: 1 a 12 de dezembro de 1986

Resultado
1º. Mark Richards (AUS)
2º. Gary Elkerton (AUS)
3º. Glen Winton (AUS)
4º. Ronnie Burns (HAW)
5º. Michael Ho (HAW)
5º. Shaun Tomson (AFS)
7º. Cheyne Horan (AUS)
7º. Marvin Foster (HAW)

Semifinais
1: Mark Richards, Gary Elkerton, Michael Ho, Cheyne Horan
2: Glen Winton, Ronnie Burns, Shaun Tomson, Marvin Foster

Quartas-de-final
1: Gary Elkerton, Michael Ho, Tom Curren, Ross Clark Jones
2: Cheyne Horan, Mark Richards, Richard Schmidt, Hans Hedemann
3: Shaun Tomson, Marvin Foster, Wes Laine, Dave Parmenter
4: Ronnie Burns, Glen Winton, Charlie Khun, Mark Foo


Informações complementares:
A competição começou em Sunset, foi transferida para Waimea Bay quando as ondas cresceram demais e, no dia seguinte, finalizada em Sunset.
O dia em Waimea teve ondas de 15 a 18 pés, com séries maiores. Almir Salazar foi surpreendido por uma série enorme de 30 pés que fechou a baía; levou mais de dez ondas na cabeça e quase morreu afogado, mas conseguiu sobreviver sem ajuda ("era tanta espuma que ninguém tinha condições de entrar no mar para resgatá-lo", segundo Kleber).
Segundo Taiu, Mark Richards e Ross Clark Jones "arrepiaram as ondas que vieram depois da série close out (...) foi a derrubada das portas de Ross, que botou pra baixo de 8'6 enquanto alguns top pros da época deram WO".
Mark Richards já havia se afastado do circuito e competia seletivamente; ele venceu o Billabong Pro do ano anterior, também em Waimea.
A premiação total foi de US$ 28 mil; Richards recebeu US$ 4 mil.
Espelho de bateria
Depoimentos Kleber Batinga / Romulo Fonseca / Taiu no Waves

Mais: Todas as etapas do Circuito Mundial de 1986
Todos os eventos cadastrados de 1986

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

As últimas cartadas de Sunny Garcia


Garcia, Haleiwa 2005

Faltando duas etapas para o final da temporada, Sunny Garcia está em 33º no ranking WQS. Para alcançar os 15 primeiros - e retornar ao WCT em 2009 - ele precisa somar cerca de 2 mil pontos. Seus dois piores resultados são de 1.050 pts. Ou seja, a vaga pode ser alcançada com uma vitória, ou mesmo uma final, em Haleiwa ou Sunset Beach, que sediam dois 6 estrelas Prime nas próximas semanas.

Sunny está com 38 anos e não vence pela ASP desde 2004. Mas não será surpresa se conseguir tornar-se este ano o surfista mais velho a ingressar no WCT.

A próxima temporada havaiana será sua 24ª; e, mais do que sua terra natal, o terreno lhe foi amplamente favorável no passado. Campeão mundial em 2000, Sunny é recordista de títulos da Tríplice Coroa Havaiana: seis (1992, 1993, 1994, 1999, 2000 e 2004). Também é recordista de vitórias (com ampla vantagem) no WQS: dos 31 eventos da ASP que ganhou, 22 foram do Qualifying, 14 no Hawaii. Incluindo cinco vitórias em Haleiwa, outro recorde.

Conforme comentado aqui, a única gema da Tríplice Coroa onde Sunny nunca foi campeão é Pipeline. No ano passado, ele competiu no Pipemasters como wildcard e tentou vergonhosamente agredir Neco Padaratz após uma disputa de onda.

Pipeline, no entanto, só recebe o WCT. A decisão do WQS será em Haleiwa e Sunset. Recentemente foi lançado o teaser da etapa de Haleiwa, que no ano passado teve as maiores ondas de toda a temporada, por volta dos 12 pés.

1979 - IPS 13: Hang Ten World Cup

Hang Ten World Cup
13ª e última etapa do Circuito Mundial IPS
Local: Alii Beach, Haleiwa, Oahu, Hawaii
Data: 15 a 23 de dezembro de 1979

Resultado
1º. Mark Richards (AUS)
2º. Peter Townend (AUS)
3º. Cheyne Horan (AUS)
3º. Bobby Owens (HAW)
5º. Ken Bradshaw (HAW)
5º. Bruce Raymond (AUS)
5º. Michael Tomson (AFS)
5º. Edwin Santos (HAW)

Semifinais
Peter Townend d. Cheyne Horan
Mark Richards d. Bobby Owens

Quartas-de-final
Peter Townend d. Ken Bradshaw
Cheyne Horan d. Bruce Raymond
Mark Richards d. Michael Tomson
Bobby Owens d. Edwin Santos

Oitavas-de-final
Ken Bradshaw d. Wayne Bartholomew
Peter Townend d. Jeff Crawford
Bruce Raymond d. Michael Ho
Cheyne Horan d. Louis Ferreira
Mark Richards d. Mark Liddell
Michael Tomson d. Buzzy Kerbox
Bobby Owens d. Shaun Tomson
Edwin Santos d. Dane Kealoha

Round 1
1: Ken Bradshaw, Wayne Bartholomew, Shaun Tomson, Mike Benavidez, Noboyuki Tekuka, Terry Richardson
2: Edwin Santos, Bobby Owens, Cheyne Horan, Chris Byrne, Butch Pereira, Larry Bertleman
3: Dane Kealoha, Louis Ferreira, Bruce Raymond, Mark Warren, Alan Byrne, Joey Carroll
4: Mark Richards, Mark Liddell, Jeff Crawford, Hans Hedemann, Clyde Aikau, Simon Anderson
5: Michael Ho, Michael Tomson, Peter Townend, Jim Banks, Pat Mulheran, Barry Kanaipuni


Informações complementares:
A competição teve ondas de 6 a 8 pés.
Quatro surfistas disputavam o título mundial (o quarto da história). Bartholomew (líder do ranking, buscava o bicampeonato) perdeu nos rounds iniciais. Dane Keoloha (vice na etapa anterior e segundo no ranking) "cometeu um erro tático de aguardar pelas séries maiores, que não vieram".
Na bateria decisiva, Richards precisava vencer para ficar com o título mundial - uma vitória de Townend daria o título a Cheyne Horan. Os dois "desperdiçaram muito tempo disputando posição no pico (...) mas afinal Richards pegou as ondas que precisava para ser campeão". A futura esposa de Richards recém chegara ao Hawaii e assistia a disputa da praia.
A entrega da premiação aconteceu em Haleiwa; Richards ganhou um relógio Rolex, uma placa e eventualmente um retrato na capa da Surfing.
Segundo a ASP, a premiação total foi de US$ 10 mil e Richards recebeu US$ 4 mil.
Espelho de bateria
Cobertura Wikipedia

Mais: Todas as etapas do Circuito Mundial de 1979